Qual o seu tipo de Ego e como curar

Muitos têm uma ideia errada do conceito Ego. Nem sempre é mau e todos nós temos Ego. Por vezes exagerado e outras com falta dele.
O ego é criado através de várias experiências e é aquela personalidade que normalmente se incute desde pequeno. Mas será que é por uma mãe não desejar o filho que ele é mau? Será que é por lhe dizerem a vida inteira que é uma pessoa especial, que o é?
Tudo depende da perspectiva e do quanto se enquadra com o que ouviu ou viu em demasia. Este é o conhecimento que temos do Ego, aquilo que assumimos como sendo nós sem sequer questionarmos ou sentirmos. Algo que impuseram em nós e nem tivemos oportunidade de ver se realmente é.
A maioria das vezes está em demasia porque foi demasiado estimulado levando a um exagero de egoísmo e egocentrismo, outras vezes está em minoria levando a uma baixa de auto estima e autoconfiança.
Mas poucos falam da influência das vidas passadas no Ego, o que quer dizer que nem tudo vem da infância, mas sim de vidas e vidas passadas.
Já Buda dizia que o caminho certo é o do meio, e todos já experimentamos isso. Só quando estamos em equilíbrio em tudo, nos sentimos realmente em paz.
É aqui que entra o reequilíbrio do Ego e o verdadeiro Ego. Não o Ego que é visível através de palavras e atitudes mas sim aquele que está escondido através de pensamentos e sentimentos. Esse é o verdadeiro Ego.
Desmistificando: quem tem baixa auto estima, baixa auto confiança e baixo amor próprio tem um Ego enorme e o contrário acontece. Só assim se pode equilibrar. Trazemos memórias, vidas e sentimentos passados que não estão visíveis e que engrandecem esse mesmo Ego, mas tendo baixa auto estima, conseguimos não cair nesse mesmo Ego novamente.
Por exemplo, um homem que tenha tido uma vida de muito poder em que tinha imensas pessoas a seu cargo e que mandava e desmandava sem importar com os demais, nesta vida virá com baixa auto estima, baixa auto confiança e pouco amor próprio, mas com uma revolta enorme e raiva por ter descido tanto na sua evolução a nível material. Só quando encontrar o caminho do meio, ou seja, o reequilíbrio do Ego, conseguira se equilibrar a vários níveis. Isto não significa que estará na sua missão de vida ou caminho mas quando tiver consciência disto, provavelmente já estará bem perto.
Ou
Uma mulher que viveu a vida toda submissa e presa dentro de padrões, ideias, família ou mesmo prisões , virá nesta vida com uma tendência para ser arrogante, egoísta egocentrista como meio de não voltar a cair na mesma teia do Ego.
A baixa auto estima, baixa auto confiança e baixo amor próprio, o egoísmo, a arrogância e egocentrismo são travões da alma para que não caiamos no mesmo erro do Ego até aprendermos a equilibrar-nos.
O problema é que poucos têm noção disto e assumem essas mesmas personalidades como as verdadeiras, isto porque ninguém quer saber se tem Ego, e a maioria assume que nem tem, mas todos temos mais ou menos e tudo passa por equilibrar esse mesmo ego. E só quando nos sentimos totalmente realizados a todos os níveis e com este equilíbrio, estaremos no nosso caminho. Por isso se torna tão difícil tratar o Ego e a maioria nem tem consciência dele, o que faz com que ande iludido uma vida inteira com os Egos que foram impostos pela sociedade, os falsos Egos. Não olhando para dentro, nunca encontrará o verdadeiro ego, então não saberá quem é seu real inimigo. Sem defesas e sem noção, vamos caminhando sem perceber que tudo o que é certo e errado está em nós e sempre mas sempre é você quem faz a sua realidade atraindo e repelindo todas as situações e pessoas.
Ego quer dizer “Eu” em latim, e o equilíbrio passa por unir esse Eu com o Eu superior que é uma parte de nós que continua intacta no Universo. Todos nós somos partes ( emocionais, práticas, pensantes, curadoras, e todas as características possíveis) mas nem tudo reencarna aqui na Terra. Apenas o que tem de ser equilibrado e o Egos vêm sempre, porque grande parte do equilíbrio vem daí. As outras partes continuam intactas no Universo. É como aquele dinheiro que vamos guardando para usar quando tudo o resto falhar. Mas com o Eu superior nada falha pois estamos a falar de uma consciência totalmente sábia e muito além do possamos imaginar.

Vamos identificar alguns tipos de Ego escondidos para nós :

  • Ego POR ELE SÓ. Não consegue desapegar de nada nem de ninguém. Muita dificuldade em partilhar por medo de perder, em que chega a sufocar por excesso de controlo.

 

  • Ego INSACIÁVEL. É o ego “centro de mesa”. Não gosta de passar despercebido e faz qualquer coisa para chamar a atenção. A maioria das vezes amua.

 

  • Ego INTERRUPTOR. A sua necessidade de auto referência é tão forte que interrompe frequentemente, nunca deixa que os outros terminem de falar.

 

  • Ego IMPACIENTE. Não espera por nada nem ninguém. Até para ele próprio não tem paciência. Faz tudo a correr e não consegue permanecer quieto, acabando por não acabar nada. Até a falar parece uma “metralhadora”, não medindo o que diz sequer. Tudo  faz com impaciência chegando ao ponto de comer em 5 minutos.

 

  • Ego INVEJOSO. É o que não suporta os triunfos e êxitos dos outros. Deita abaixo os que crê que são melhores que ele.

 

  • Ego PRESTIGIOSO. É o ego que busca aplausos reconhecimento e admiração em tudo o que faz. Sempre quer ser o melhor. Frequentemente diz “ Eu avisei-te”, “Eu sabia” , “Eu disse-te, mas nunca me escutas”. São também os prefecionistas que tentam ao maximo pôr tudo no lugar, achando que só eles conseguem, criando intolerância para com o próximo.

 

  • Ego APROVEITADOR. Aproveita-se do que dizem os outros para seu próprio beneficio. Tira partido do que dizem  para fazer  intervenções a seu favor. É um imitador, um usurpador.

 

  • Ego ESPIRITUAL. Aquele ego que acha que é “esponja” e absorve tudo dos outros para os curar, quando na verdade está apenas a trazer ao de cima as próprias trevas para as curar. Pensa assim que é muito “especial” e pode atirar isso na cara dos outros com desculpas de cursos e mediunidade.

 

  • Ego SURDO. Nunca escuta, gosta de falar só dele e habitualmente finge escutar, mas depois faz tudo ao contrário só para manter posição. Gostam de fazer tudo sozinhos, chegando ao ponto de não deixarem ninguém fazer parte da vida deles, criando uma independência fora do normal.

 

  • Ego MANIPULADOR. É aquele ego astuto que sempre quer que as coisas resultem a seu favor, mentindo, enganando, usurpando. É esse ego competitivo e argumentativo que não gosta de perder.

 

  • Ego ORGULHOSO. É aquele ego competitivo, discutidor, que não gosta de perder. Aqui também entra as almas que não gostam de pedir ajuda e pensam que conseguem fazer tudo sozinhas. Tentam fazer o trabalho deles e dos outros ou uma quantidade de coisas ao mesmo tempo, nunca conseguindo parar nem para férias para depois apontar o dedo dizendo “ sou eu que faço tudo aqui”, “ não me ajudas em nada”.

 

  • Ego SILENCIOSO. É aquele ego que silenciosamente tem um discurso paralelo, é crítico e hipócrita . Este ego muitas vezes tem como base o pensamento, é tudo feito na nossa cabeça, em que há julgamento dos outros a toda a hora ou em que falamos connosco próprios horas sem fim num discurso que a lado nenhum leva e só nos põe numa sintonia negativa.

 

  • Ego EXCESSIVO. Todo aqueles que levam em demasia hábitos e vícios (gula, tabaco, drogas, compras, solidão, prazer, festas, medicamentos, etc, etc) para ter um escape da própria natureza e não enfrentar os seus próprios sentimentos . Só assim consegue manter a “aparência” que tanto lutaram para ter. Caso contrário, sem escapes, começamos a ficar instáveis e parece que perdemos o chão. Coisa que o Ego detesta.

Ficam aqui algumas ideias para começar a aquietar seu ego pelo seu próprio pé :

  • Ouça antes de responder. Faça um esforço consciente
  • Medite todos os dias. Comece por 5 minutos e aumente até completar uma boa dose de silêncio e silêncio interior
  • Evite tirar conclusões precipitadas
  • Elimine a palavra “eu” do vocabulário, quando inicia as suas frases. Pode substituir com outras expressões para dar contexto quando quer expressar as suas ideias como por exemplo: “Da minha perspectiva …”, “iria fornecer um outro ponto de vista”, “uma visão diferente desta coisa é…”.

Se neste momento sofre e está a pagar pelas consequências do seu ego desenfreado, procure ajuda profissional, desde que esteja disposto a enfrentar este processo em profundidade e contundência, caso contrário, não vai funcionar.

Devemos procurar ajuda para nos libertarmos deste mal e existem várias terapias que ajudam a destronar o Ego como, Conexão AVA, Cura Quântica Estelar, Terapia Multidimensional e para os mais corajosos cerimónias xamânicas de Ayahuasca e Iboga.

Também existem cursos que podem ajudar a limpar uma boa parte como Curso de Terapia Multidimensional e Curso de Reiki.

Ou pode identificar o Ego com Leitura de aura, Leitura de registos Akáshicos e Tarot.
Mas a real arma é ter consciência dele e começar a muda-lo no seu dia a dia.

Entenda: não há nada de errado em se amar e colocar-se em primeiro lugar; enquanto não formos obtusos em ver a realidade, olhando em volta e nos outros, e agindo como seres sociais que somos. Busque equilibrar sua vida de maneiras saudáveis moldando seus traços de personalidade prejudiciais. Assim, em pouco tempo, começará a desfrutar de maior liberdade, autenticidade, flexibilidade diante de mudanças nas circunstâncias, confiança na verdade e melhores resultados em todos os aspectos da vida.

Seja feliz e acredite que é possível! Faça as pazes com o seu Ego!
By Célia de Jesus

 

Doença Invisível – o Ego

Quando uma criança nasce, ela abre-se ao mundo. Ela não tem consciência daquilo que é, apenas vê e sente  o exterior. Ela vê a mãe, sente os outros, observa a realidade mas em nenhum momento ela tem percepção do seu Eu. Isto tudo é natural porque a criança nasce para fora, para o mundo e então só tem consciência do Outro, só ouve os outros, só sente os outros. Pouco a pouco vai tendo consciência do seu corpo quando tem fome, quando se sente desconfortável ou quando quer carinho. É nesta fase que começa a construção do ego. A mãe diz o quanto ela é bonita, o quanto a adora e o quanto é feliz por ela estar cá. O ego começa a crescer  com amor, mas não é nada mais que um reflexo de palavras e sentimentos que colocam logo desde nascença e que são acrescentados por outras pessoas que se vão juntando a nós. O mesmo acontece quando o reflexo é contrário e há raiva, ninguém aprecia a criança ou ninguém lhe sorri e assim nasce um ego triste magoado e sentindo-se inferior e triste. Ainda assim é um reflexo da sociedade. Não é o nosso verdadeiro eu, porque não nos é dado oportunidade de nos conhecermos a não ser através de outros, pelo menos na infância.

O ego é a nossa personalidade, ou melhor, é a personalidade que a sociedade criou em nós. Tornando-nos marionetes uns dos outros, suprimindo as nossas necessidades e sentimentos e indo assim guardando tudo o que não faz sentido para as pessoas que nos rodeiam.

É criado assim um falso centro em nós – o Ego, um centro que definimos como nossa personalidade e que em momento algum pode ser abalado. Um centro cheio de EGOísmo e verdades falsas em que os julgamentos aos outros são constantes, esquecendo-se que foram esses outros que criaram o nosso ego. O nosso verdadeiro centro existe, neste reside a Alma. E para a Alma só existe um, somos todos um. Todos iguais.

Freud já dizia que O ego é um pobre coitado, porque não é nada. E a verdade é que quando abalado ou magoado, o nosso ego sente-se perdido e a tendência é atacar, porque não é nada. O ego não existe, porque não passa de pensamentos que foram induzidos em nós. E onde está a nossa maneira de pensar? Onde está a nossa verdadeira essência?

Essa começamos a descobrir mais tarde, quando sentimos uma tristeza enorme e um vazio que nada nos satisfaz. Então começa a busca em que muitos se perdem pelo caminho através dos medicamentos e supostas depressões e outros continuam a incessante busca de saber quem somos realmente.

Nesta fase o Ego começa novamente a manifestar-se  porque não quer perder o poder e então arranja desculpas e grita contra tudo o que é de diferente da sua realidade. Mais uma vez se perdem umas quantas Almas aqui.

Só os corajosos e aventureiros têm a força para enfrentar o Ego e destronar todos os julgamentos, pensamentos, dogmas , ideias e EGOísmo que foi criado durante anos. Só os corajosos tem força para ver que a mágoa que sentimos não é nossa, foi criado por outros. Então os corajosos têm força para criar a sua essência, deixar vir ao de cima o seu amor, os seus sentimentos, sem preocupações do que os outros pensam, porque afinal somos todos iguais. Todo este processo é muito difícil e pode demorar mais uns quantos anos. Somos apelidados de diferentes e estranhos, simplesmente porque decidimos ser diferentes e  assumir-nos sem mágoas e cientes daquilo que estamos cá a fazer neste planeta.

Mas o melhor de tudo é que Somos felizes, quando percebemos o sistema e como funciona, sem o nosso ego a dizer “ não és capaz” “ não foi isso que te ensinaram” “para teres atenção tens de magoar alguém” “mostrares amor e sentimentos é burrice”- quando passamos essa fase, somos felizes.

Já pensou o quão é maravilhoso é acordar todos os dias e sentir-se bem, sentir-se feliz e gratos por tudo o que o mundo lhe oferece. Quantas vezes agradecemos pelo que temos? Poucas com certeza, isto porque o Ego acha que nunca temos nada, que não merecemos nada e que somos uns pobres infelizes e por isso colocamos mais uns quantos á nossa volta infelizes.  Acordar e agradecer nem que seja por ter cama, faz com que o Ego comece a dissipar-se e o Universo comece a conspirar a nosso favor.

A maioria das nossas doenças físicas provêm do ego, quando não temos em conta a nossa vontade e andamos ao sabor do vento, quando a nossa realidade se torna a dos outros, quando não conseguimos relaxar nem ver a real realidade que nos rodeia. Quando isto acontece o nosso corpo começa a criar defesas. Defesas essas que vão contra  o ciclo natural hormonal corporal, criando assim doenças físicas como ansiedades, diabetes, tiroidismo, colesterol , etc, etc chegando ao ponto de cancros muitas  das vezes.

Como terapeuta deparo-me com muitos Egos, pessoas não querem perder aquele emprego, aquela pessoa, a sua própria POSIÇÃO. Esquecem-se que para alcançar a felicidade que tanto desejam têm largar muitas coisas a que estão habituadas e que já não fazem falta. Mas o seu Ego fala mais alto e diz “EU preciso disto, Eu sou isto “. Quanto egoísmo sai destas Almas quando não há percepção da realidade e queremos apenas porque o nosso ego lhe apetece.

O ego é necessário para conseguirmos viver em sociedade e ter em conta certas regras que são precisas para conseguimos adaptar-nos. Mas não mais que isso.

Existem várias terapias que ajudam a destronar o Ego como, Conexão AVA, Cura Multidimensional Arcturiana, Cura Quântica Estelar, Terapia Multidimensional e para os mais corajosos cerimónias xamânicas de Ayahuasca e Iboga.

Ou a identificar o Ego com Leitura de aura, Leitura de registos Akáshicos e Tarot.

Com certeza o seu Ego já se estará a manifestar devido ao que leu e aquilo em que acredita.

Cabe a si descobrir se é feliz com esse ego.

O ego vai sempre manter-nos aprisionados, seja por vícios ( tabaco, drogas, jogo, pessoas, etc) ou seja por pensamentos.

O nosso espírito é livre, a nossa Alma é livre por isso é tão difícil matar o Ego. É doloroso livrarmo-nos do que nos mantém presos.

Ainda assim somos e seremos sempre livres, basta escolher.

 

By Célia de Jesus

Espiritualidade – O Começo da caminhada!

Quem está neste caminho sabe bem do que vou escrever. Não existe formula ou técnicas para quem sente o chamamento para o caminho da espiritualidade a não ser seguir o coração. Não existe os cursos certos a tirar ou os livros certos a ler. Não existe a religião certa a seguir ou o Guru certo a imitar.
Muitos começam a sentir desde pequenos com visões, audições e por vezes a darem consigo a “adivinharem”(chamada de intuição). Outros sentem mais tarde ou porque simplesmente era o seu caminho começarem mais tarde e aprenderem outras lições ou porque não prestaram a devida atenção. De qualquer maneira todos somos chamados em um dado momento da nossa vida para a espiritualidade, ou seja, a nos conhecermos como ser Humano e a seguirmos o nosso coração.
A maioria não aceita esses “dons” porque ninguém lhes ensinou a lidar com isso. Bruxaria, assim é chamado a maior parte do tempo. E os pais, que deveriam ter um papel importantíssimo no começo desta nova alma e saberem encaminhar, não conseguem fazê-lo porque simplesmente não percebem ou porque preferem não perceber. Apelidando a maioria das crianças de hiperactivos e rebeldes e com alguma bruxaria á mistura.
Assim foi o meu caminho desde pequena com audições (clauriaudiência) que nunca pude partilhar com ninguém porque a família não sabia lidar com isso, chamando de bruxaria. Bloqueei assim desde muito nova a minha espiritualidade.
Na adolescência voltava a manifestar-se com a vontade enorme de conhecer o Tarot e cristais fazendo colecções infinitas. Dava comigo a brincar com amigos a adivinhar pensamentos e situações, a minha intuição estava bem definida. Mais uma vez apelidada de Bruxa pela família e amizades voltei a bloquear.
A vida deu-me tudo o que eu queria a partir dessa altura. Bom emprego, casa própria, vida amorosa estável, carro próprio, viajava imenso e divertia-me ainda mais. Não precisava da espiritualidade, aquele era o meu caminho (pensava eu). Aos 26 a vida colocava-me no caminho pessoas que falavam de Centros espíritas. Mais uma vez aquilo vez fazia ressonância no meu coração. Durou um ano e passou porque achei que não precisava de nada daquilo – perda de tempo. Aos 28 a vida tentou novamente voltando a colocar pessoas que me chamassem, resultou mais um ano e deixei.
Aos 30 a minha espiritualidade não podia esperar mais e deu-se o rombo. A minha vida desmoronou. Vi-me obrigada a mudar de cidade para 100 km de distância, longe da família e sem conhecer ninguém, da cidade para o campo. A minha vida financeira foi do 100 para o 0 literalmente, passei fome, andei á boleia e partilhei casa. Entrei em depressão. Não podia estar pior.
Mais uma vez a vida colocou as pessoas certas no meu caminho a falar de Anjos e Reiki. Desta vez eu tentei. Não tinha nada a perder. No meio de tanta desgraça, fui mais feliz do que com todos os anos em que tinha tudo (material). No meio de tanta desgraça tirei os cursos que hoje me mantém neste caminho: Reiki, Tarot, Leitura de Aura, Terapia Multidimensional, Conexão AVA. Foi um caminho solitário no próprio sentido da palavra. A espiritualidade exigia de mim muito tempo comigo própria para me conhecer não deixando espaço para que me distraísse com outras coisas. As amizades que fiz foram deixando de fazer sentido conforme abria a minha consciência, afastando-me de todas. Relacionamentos amorosos não existia porque ninguém aguentava tanta mudança de consciência mensal ou diária por vezes. Mas posso dizer que valeu bem a pena.
Se eu tivesse seguido o meu coração desde inicio teria sido bem mais fácil.
A maioria dos inícios de caminho são assim dolorosos, alguns bem piores com mortes e doenças drásticas. O meu é apenas mais um entre tantos, mas que não pude fugir dele.
O nosso caminho na Terra é aprender a Amar qualquer espécie sem julgamentos e para isso não precisamos sofrer. Sempre que sentimos o chamamento devemos segui-lo sem sofrimento, caso contrario não será por Amor será por Dor.
Muitos são colocados em empregos que não gostam, relacionamentos dolorosos e ate mesmo ambientes familiares que exigem uma perseverança de personalidade. Tudo isto para que aprendam a seguir o próprio coração e ainda com isto perdoar e não levar magoas. É realmente desafiante mas com o propósito de nos conhecermos e sermos realmente felizes em pleno. Nada no Universo é deixado ao acaso e temos guardado o que nos pertence e aquilo que decidimos ter aquando encarnamos, tudo não passa de contratos feitos no plano astral. Então para quê insistir em situações que nos magoam? Seremos Masoquistas ou simplesmente andamos a brincar de viver? O Pior é que o tempo passa e perdemos as oportunidades de conhecer a tal pessoa, de entrar no tal emprego, de fazer aquela viagem que modificaria a nossa vida porque simplesmente preferimos estar com uma pessoa que é completamente diferente de nós e não nos faz feliz; preferimos estar num emprego que não nos diz nada mas é o nosso ganha pão e então é se infeliz até nos despedirem; não sermos nós próprios porque ninguém iria aceitar (pensamos nós porque nunca tentamos).
Estamos cá para sermos felizes e seguirmos o nosso coração. Se formos “chamados” para espiritualidade há que aceitá-la por Amor porque senão será por Dor. É o nosso caminho Conhecer-nos e Amarmos.

By Célia De Jesus